Uma pesquisa divulgada pela defensoria pública constatou um dado alarmante sobre violência depois que muitas destas mortes provocaram a extinção de alguns processos. Cerca de 600 jovens foram mortos no ano de 2015, todos foram vítimas da violência na região metropolitana de Belém. Para as famílias a falta de punição dos culpados torna ainda mais difícil o processo de superação da dor
“Eu peço pra deus todos os dias que deus não feche meus olhos antes de eu ver a justiça pra ele. Até hoje não cumpriram o mandado de prisão. Tem um mandato fornecido pela justiça, mas eles tão soltos. Nós esperamos que vá a júri popular pra eles pegarem uma pena máxima, pra dar exemplo dessa facilidade que eles tiram a vida dos jovens”, mãe de um doa jovens assassinados.
Pedro Marim tinha apenas 19 anos quando foi assassinado em 2015 no bairro da cabanagem e antes de morrer foi torturado, as imagens da tortura circularam nas redes sociais.
Pedro não foi o único jovem a ter a vida interrompida de forma precoce em 2015, dos 888 jovens que morreram em 2015 em Belém, 600 foram vitimas da violência e 477 mortos por arma de fogo. A grande maioria dos jovens eram do sexo masculino, 70 dos casos era atendido pela defensoria pública do estado que divulgou a pesquisa esta semana
“Nós sabíamos que havia muitas certidões de óbito juntado ao processo e esse processo estava sendo extinto não por conta da questão do cumprimento ou da ressocialização devido a morte dos adolescentes”, explica Carlos Eduardo Barros, defensor público.
A pesquisa foi desenvolvida pelo Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente com a poio do Centro de Pericia Cientifica Renato Chaves e revela que ainda tem muito que avançar em politicas públicas para os jovens da região metropolitana de Belém.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social informou que a diretoria de prevenção social da violência e da criminalidade desenvolve atividades e palestras para jovens para alertar sobre o perigo do uso de drogas e contato com ações criminosas
“Tem que ser trabalhado a questão da escola segura, viável e mais aceita na população. Também temos que trabalhar as políticas públicas na inclusão social. O tráfico acaba sendo o principal o meio de alavancar esses jovens e essas pessoas começam a utilizarem do tráfico como forma de buscar dinheiro e isso termina sendo um fator que contribui para essas mortes
A Segup informou que a polícia militar coordena o programa educacional de resistência às drogas; o corpo de bombeiros coordena o projeto escola da vida; e a Susipe tem o projeto "papo de rocha". Já a fundação pró-paz diz que, desde 2012, busca despertar nos jovens e adolescentes o interesse pela construção de uma cultura de paz coletiva, garantindo atividades de arte, cultura e lazer.
BELÉM
Fonte:http://g1.globo.com/pa/para/noticia/pesquisa-divulga-dados-alarmante-de-violencia-contra-o-adolescente-em-belem.ghtml
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