MONUMENTO A FREI CAETANO BRANDÃO: HOMENAGEM NO BERÇO DA CIDADE
No coração da Cidade Velha, a praça localizada na intersecção da Catedral de Belém, do Forte do Presépio, do Arcebispado, do Museu de Arte Sacra e da Casa das Onze Janelas recebe o nome e o monumento a Dom Frei Caetano da Anunciação Brandão, o sexto bispo do Pará, entre 1783 e 1789, segundo dados da Arquidiocese de Belém.
Religioso da Ordem Terceira da Penitência do Seráfico Padre São Francisco, Frei Caetano Brandão nasceu em Portugal no dia 11 de setembro de 1740. Tornou-se padre aos 19 anos, no dia 28 de novembro de 1759. Foi nomeado bispo do Pará no dia 16 de dezembro de 1782.
Depois que deixou Belém, no dia 7 de agosto de 1789, assumiu a Arquidiocese de Braga, em Portugal, no dia 28 de junho de 1790. Dom Frei Caetano da Anunciação Brandão morreu aos 65 anos em Portugal no dia 15 de dezembro de 1805.
Quem foi Frei Caetano Brandão
Conhecido como apóstolo dos enfermos e por suas viagens aos mais longínquos lugares da Amazônia, Frei Caetano Brandão construiu sua história, em terras paraenses, vinculada a importantes obras que assistiam aos pobres e aos indígenas. Entre essas obras estão o Hospital Senhor Jesus dos Pobres Enfermos - o primeiro hospital em alvenaria do Pará, inaugurado no dia 25 de julho 1787 e posteriormente ocupado pelo Hospital da Santa Casa - e a Escola de Nossa Senhora do Amparo, construída como resultado de seu empenho, mas só inaugurada no dia 10 de junho de 1804, voltada para meninas indígenas trazidas dos "sertões desta província".
O Hospital Senhor Jesus dos Pobres Enfermos teve suas atividades suspensas em 1900. Em 1957, foi desapropriado e repassado ao Ministério de Guerra, que o utilizava como Estabelecimento de Subsistência. Mesmo tombado pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1964, foi demolido em 1978 (BELTRÃO, 2004). As proximidades do Hospital havia ainda a residência de Domingos Costa Bacelar que mais tarde foi adaptado para receber o Hospital Real, depois foi o Quartel do Exército e hoje abriga o Complexo da Casa das Onze Janelas.
Histórico
O local onde foi erguido o monumento a Dom Frei Caetano da Anunciação Brandão está na área marco do nascimento da cidade de Belém, por abrigar nos arredores construções importantes para origem da capital, como o Forte do Presépio, primeira construção da cidade. A praça foi primeiro denominado de Largo da Matriz, onde foi erguida a igreja matriz Nossa Senhora da Graça, e depois Largo da Sé.
A decisão de erguer a praça Frei Caetano da Anunciação Brandão veio por meio da Resolução número 54, de 24 de março de 1899. O contrato para a realização da escultura do monumento a Dom Frei Caetano da Anunciação Brandão foi assinado com o artista italiano Domênico de Angelis, que morreu após contrair uma doença em Manaus, antes de concluir a sua obra. O trabalho foi finalizado por Enrico Quattrini, em 1899. A escultura foi fundida "n'uma liga alumínio e bronze".
Em 1900, no dia 3 de maio, no quarto centenário do descobrimento do Brasil, o intendente Antônio José Lemos lançou a pedra fundamental do monumento. A inauguração aconteceu no mesmo ano no dia 15 de agosto. A cerimônia contou com a presença da população de Belém, do chefe de Estado, Paes de Carvalho, e do bispo Dom Antonio Brandão, além de outras autoridades.
Conheça o Monumento
O monumento a Dom Frei Caetano da Anunciação Brandão foi erguido de frente para a Rua Padre Champagnat. Na escultura, o Frei traja uma roupa bem diferente das vestes humildes que costumava usar: capa de asperges, típico paramento litúrgico. Traz a mitra (insígnia pontifical). Na mão esquerda carrega um bastão episcopal, estola e cruz peitoral, pendente de um grosso cordão em relevo. A cabeça está levemente elevada para a direita e parece olhar a catedral.
Texto: Carmen Silva e Ana Cláudia Melo
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/frei
LOCALIZAÇÃO
Texto: Carmen Silva e Ana Cláudia Melo
O Coreto Central possui ainda planta de 12 lados e é composto por 24 colunas de ferro, das quais seguem 12 fortes vigas arqueadas, formando o amparo da cobertura, feita de madeira recoberta de um preparo especial de tela de alcatrão e zinco. No teto há ainda uma abertura, o lanternim, que permite a ventilação natural, posto no cume um mastro metálico. Nas pontas de cada lado da cobertura há gárgulas metálicas em formato de cisnes, que tem a função de escoamento das águas da chuva. Para o escoamento das aguas pluviais do pavilhão, foram colocados ainda nove metros de tubos de grés, aproveitados da Praça Republica. Após a reestruturação feita por Antônio Lemos, a praça passou por outra reforma realizada durante a administração municipal de Coutinho Jorge e o governo estadual de Hélio Gueiros, quando foram recuperados aspectos originais e acrescentados outros como parte do Projeto de Restauração de Praças e Parques Públicos, integrante do Programa Verde para Belém. Reinaugurado em 29 de agosto de 1986, o logradouro também é preservado com a ajuda da Associação dos Amigos da Praça Batista Campos (AAPBC), criada em 1997.
Texto: Carmen Silva e Ana Cláudia Melo
O Monumento foi inaugurado em 1º de maio de 1933, na época do governo do Interventor Federal Major Magalhães Barata. No entanto, a sua odisséia não começou nessa data.
Em 1905, a estátua foi encomendada, na Alemanha, por Francisco Monteiro, um dos herdeiros de uma das maiores loja de ferragens da época: “Loja Guarani”. Esta, situava-se na Rua 15 de novembro, bairro Campina. Sua criação foi pensada como homenagem ao estabelecimento que foi assim intitulado em tributo ao escritor José de Alencar e ao Maestro Carlos Gomes, por terem criado as obras (um livro e uma ópera) intituladas “O Guarani”. O índio de bronze cruzou o Oceano Atlântico, aportou as docas paraenses no final do ano de 1906, “sendo fixada na parte central externa, sobre cantoneiras de ferro” da Loja Guarani. E lá a estatua permaneceu até a data em foi colocada na Praça Brasil.
No pedestal, a figura imponente de um índio com um olhar, como que desafiasse o horizonte. De pé, corpo esguio, a perna direita pende-lhe para frente, na altura do joelho, como se seu andar tivesse sido congelado por um encanto. A perna esquerda permanece firme e ereta.
Na mão esquerda segura supostamente uma lança, como que pronto para enfrentar qualquer obstáculo ou ameaça.Na direita segura um objeto não identificado.
Na cabeça um cocar com formas de penas intercalando umas maiores e outras menores. No pescoço há um colar, aparentemente na forma de dentes de animais.
Cingi-lhe a cintura uma espécie de tanga de penas, possuindo nos braços... e pernas adereços também do mesmo material, semelhante a braceletes.
Seu pedestal feito de granito, cuja arquitetura é de pedras em forma aproximada de cubos sobrepostos, de quase três metros de altura, aproximadamente, assemelha-se a uma pequena torre. Nele há quatro objetos cravados frontalmente. De cima para baixo são os seguintes: um suposto símbolo que já não existe no lugar; duas placas, sendo uma de mármore e outra de material semelhante ao aço; e um disco de ferro. Neles estão escritos os seguintes dizeres:
Placa de inauguração em que se lê: inauguração em 1º de maio de 1933 - Interventor Federal Major Magalhães Barata. Prefeito Municipal Abelardo Conduru.
Placa Fontal em que se lê: Praça Santos Dumont. O Primeiro Comando Aéreo Regional (I Comar) e o jornalista paraense Thiago Luiz Barata Filho, sócio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), dedicam esta placa sob o Título “Praça Santos Dumont, Em Homenagem ao Marechal-do-ar Alberto Santos Dumont, Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira, por ter realizado no dia 23/10/1906, em Paris (França), o Primeiro Vôo com aparelho mais pesado que o ar, Denominado 14-Bis”. Inaugurada Em 23 de Outubro de 1998.
A 25 de outubro de 1986 apresentou-se nesta praça a orquestra sinfônica de Campinas-SP, sob a regência do maestro Benito Joarez que apresentando trechos da ópera “O Guarani”, no encerramento do programa do sesquicentenário de nascimento do autor, maestro Carlos Gomes. Prefeito de Belém: Coutinho Jorge. Governador do Estado: Jader Barbalho.
Na lateral direita do monumento observa-se a presença de um brasão de armas do Estado do Pará.
Na Lateral esquerda vê-se: o Brasão de Armas de Belém e uma placa Circular em que se lê: Reconstrução da Praça Santos Dumont. Prefeito Municipal: Hélio Mota Gueiros. Vice-Prefeito: Aldebaro Barreto Klautau. Presidente da Funverde: Therezinha Moraes Gueiros. Projeto Arquitetônico e Paisagístico: Aurélio Meira – Vera B. Bastos. Construtora Arquipla Ltda.
Na parte posterior: observa-se dano ao pedestal e a ausência de um possível símbolo.
Referência
ÁLBUM BELÉM DA SAUDADE. A memória de bem do inicio do século em cartões-postais. 2.ed.rev.aum. Belém. Secult, 1998.
AMARAL, Fernando Medina do. “O Guarani”. Jornal O Liberal, 7 de maio de 1978, 2º caderno, p.23.
ANDRADE, Paulo de Tarso. Belém e suas histórias de Veneza Paraense a Belle Époque. Belém: Paulo de Tarso, 2003. 185 p.
CRUZ, Ernesto, Historia do Pará. Coleção Amazônica. Série José Veríssimo. Volume 2. UFPA. Belém,1963.
MIRANDA, Vitoriano Coutinho Chermont de. A memória paraense no cartão-postal (199-1930).
REGO, Orlando L. M. de Moraes. Calendário histórico de Belém 1916-1946. Belém, 1979.
UCHOA, Paulo (organizador). Introdução à história do comércio de materiais de construção. Belém, SINDMACO, 2002.
Pesquisa e texto: Marta Cosmo - martacosmo@gmail.com



ANDRADE, Paulo de Tarso. Belém e suas histórias – de Veneza paraense à Belle-Époque. 2ª edição,ed. Kanga.
CRUZ, Ernesto. Rua de Belém: significado histórico e suas denominações. 2ª ed.-Belém, CEJUP,1992
SOARES, Elizabeth Melo (org). Lagos, coretos e praças de Belém-PA. Brasilia,DF: IPHAN/ Programa Monumenta, 2009.
SEGEP – Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão, FUNPAPA – Fundação Papa João XXIII (Org.). Coleção Mapas de Belém – Formas de apropriação e uso do território. Vol.1, p. 152 Belém, 2000.
PUBLICAÇÃO EM JORNAIS
NUNES, Edna. Charme europeu na orla de Belém. Diário do Pará, Belém, 27 fev. 2005. Cidades, p. A-5. PRAÇA do Relógio fica mais alegre. O Liberal, Belém, 8 out. 1994.
ROCQUE, Carlos. Memória – A Praça do Relógio. A Província de Belém, Belém, 25/01/1998. Cultura, página 06.
VALENTE, José. Siqueira Campos, em memória dos 18 do Forte de Copacabana. O Liberal, Belém, 26 fev. 1993. Toda rua tem sua história.
Mensagem apresentada ao congresso legislativo do pará, em sessão solene de abertura da 1ª reunião de sua 14ª legislatura, a 7 de setembro de 1930, pelo governador do estado, Eurico de Freitas Valle.
Pesquisa realizada por:
Lia Mara Mota – liabmota@yahoo.com.br
Carla Marron –carlamarron@gmail.com
Toky Coelho – coelho.toky@yahoo.com



Monumento a Lauro Sodré: memórias do poder
No coração do bairro de São Brás, em Belém do Pará, ergue-se o monumento a Lauro Sodré. Está localizado na Praça Floriano Peixoto, na confluência das avenidas Magalhães Barata, José Bonifácio e Almirante Barroso. A homenagem a Lauro Sodré é formada por um conjunto de elementos monumentais e rodeada pelo mercado do bairro e pela caixa d’água de ferro inaugurada em 1885, com 20 metros de altura. A história do monumento reativa a conexão entre duas lideranças políticas do Pará, Lauro Sodré, o homenageado, e Magalhães Barata, idealizador da homenagem. Duas personalidades que acabaram também imortalizadas pelas lembranças que se avizinham na paisagem arquitetônica e urbanística de São Brás, seja pelo conjunto monumental, seja pela construção do Memorial, próximo dali, este em homenagem ao próprio Magalhães Barata.
Histórico
Inaugurado em 10 de junho de 1959, o monumento foi construído por solicitação do então governador do Pará Magalhães Barata para comemorar o centenário de nascimento do líder político Lauro Sodré, ocorrido em 1958. Mas o idealizador acabou por não participar da inauguração da obra, já que morreu 12 dias antes, em 29 de maio de 1959. O governo investiu cerca de 11 milhões de cruzeiros (o equivalente a mais de R$ 20 milhões, em valores atualizados em 2013) na homenagem. O conjunto de elementos monumentais é constituído de três grupos escultóricos, distribuídos pela praça, que possui 76 metros de comprimento por 26 de largura. É do arquiteto paraense Francisco de Paula Lemos Bolonha o projeto do conjunto monumental, cujas obras foram realizadas sob o comando do engenheiro Nicholas Chase. Já as esculturas foram criadas pelo artista paulista Bruno Giorgi.
O conjunto Escultórico
A estátua do Lauro Sodré, em bronze, é obra central do primeiro grupo escultórico e também destaque principal do conjunto de elementos monumentais. Traz a figura de um homem sentado, em meditação. Está situada sob uma cobertura e sobre um “espelho d’água”, espécie de piscina. A escultura e o próprio conjunto remetem à figura e aos feitos do líder político homenageado, Lauro Sodré, que foi duas vezes governador do Pará, de 1891 a 1897 e de 1917 a 1921. Nascido em Belém, em 1858, e falecido no Rio de Janeiro em 1944, Lauro Nina Sodré e Silva foi militar e político republicano, sendo fundador do partido republicano no Pará e o primeiro a governar o Estado após a promulgação da primeira Constituição republicana brasileira, em 1891.
Pelos passeios chega-se ao segundo grupo escultórico, onde, em um mural, sob o ponto de vista do observador, estão três figuras em bronze, que representam o Trabalho, à esquerda, as Artes, à direita, e a República ao centro. O mural está ligado a uma escada e situa-se entre o primeiro e o terceiro grupos escultóricos.
O terceiro grupo escultórico é constituído por um obelisco com 20 metros de altura. Na parte superior está a Vitória, figura em alumínio que possui 5,30 metros de altura. Pode-se circular pelos três grupos escultóricos pelos passeios revestidos de pedras brancas que se encontram na praça Floriano Peixoto, também constituída de partes ajardinadas.
Texto: Carmen Silva e Ana Cláudia Melo
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/lauro
CHAFARIZ DAS SEREIAS ENTRE SIMBOLISMOS E POLÍTICAS DE ABASTECIMENTO
No Complexo da Praça da República, em Belém, está o Chafariz das Sereias um dos monumentos mais misteriosos da Amazônia. A começar pelo simbolismo. Na Mitologia Grega, as sereias são seres fantásticos, metade mulher, metade pássaro para uns ou metade peixe para outros escritores e poetas. São tidas como ninfas marinhas que atacavam as embarcações que passavam entre a ilha de Capri e as costas da Itália, levando os marinheiros à morte com seu belo canto.
O poema Odisséia, de Homero, um dos principais épicos gregos, faz referências a estes seres fantásticos. Neste poema, a feiticeira Circe prepara Ulisses e sua tripulação de marinheiros para o grande encontro com as ninfas marinhas, ensinando-os como se proteger do fascínio que causavam ao entoar sedutoras melodias: "Ai daqueles que têm a imprudência de escutar seus gorjeios melodiosos. (...) Passa junto das sereias e, para melhor defender a tripulação do teu barco, tapa com cera os ouvidos dos homens, para que nada escutem da música. Tu poderás ouvir se quiseres. Mas, antes manda que te amarrem ao mastro do navio com boas e sólidas cordas".
Assim, desde a antiguidade até os dias de hoje, as sereias sempre fizeram parte do imaginário da humanidade. No Brasil, especialmente, na Amazônia, surgem associadas às figuras de Iemanjá, de mães-d'água e das Iaras.
MONUMENTO
Na capital paraense, a história do Chafariz das Sereias, que integra o complexo da Praça da República, no bairro da Campina, vem permeada de mistérios. Vários autores afirmam que a partir do relatório apresentado pelo então intendente da capital, Antônio José de Lemos, ao conselho municipal de Belém, na sessão de 15 de novembro de 1905, o Chafariz das Sereias teve sua estrutura concluída em 1904. Este relatório, entretanto, não nomina o chafariz, mas o contexto do relato parece referir-se às Sereias, quando afirma que se trata de um monumento em estilo Art Nouveau e importado da Europa (ANDRADE, 2003; BASSALO, 2008; SOARES, 2009).
Por outro lado, a história do monumento parece estar, também, mais vinculada à própria política de abastecimento de água da cidade. Em 1876, Francisco Maria Corrêa de Sá e Benevides, presidente da província do Pará, em relatório apresentado à Assembléia Legislativa Provincial, reconhece que água potável é uma reivindicação antiga e que já estava em curso, desde 1872, um estudo sobre os mananciais de onde deveria ser extraída a água.
No contrato firmado entre o governo do Pará e Francisco Maria Cordeiro, vice-cônsul dos Estados Unidos, na Corte do Rio de Janeiro, e o senhor José Villa Flor, há, inclusive, referência a Lei 632 de 13 de outubro de 1870, que obriga a empresa contratada a instalar oito chafarizes para abastecer a população.
Neste contrato, ressalta-se ainda que os chafarizes devam ter diferentes tamanhos, materiais e formatos. Em todos os chafarizes "a água se venderá ao preço nunca mais de vinte réis por cada barril de 25 litros, pouco mais ou menos".
Em pronunciamento, na abertura da sessão extraordinária da Assembléia, no dia 7 de janeiro de 1884, o general visconde de Maracajú, presidente da província do Pará, afirma que dia 1º de outubro de 1884 começará a ser feita a venda de água por meio da Companhia das Águas do Gram-Pará. São anunciados oitos lugares de venda. Entre os quais, um localizado no Largo da Pólvora, também denominado Praça D. Pedro II, hoje Praça da República.
Atualmente localizado no menor trecho do complexo da Praça da República, o espaço que abriga o Chafariz das Sereias é um logradouro de formato triangular, na confluência da Avenida Presidente Vargas e Rua Gama Abreu, na capital paraense, a poucos metros do Teatro da Paz e quase em frente do Cinema Olympia, o mais antigo em funcionamento do Brasil, desde 1912. Também está em frente à antiga sede do extinto jornal “A Província do Pará”, prédio que hoje abriga o Instituto de Educação do Estado do Pará. O Chafariz das Sereias é cercado por um jardim circular, rodeado gradil em ferro trabalhado. Sua fonte de água raramente é ligada. Talvez, mesmo só no segundo domingo outubro, durante a procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
ESTRUTURA
Um levantamento técnico da Fundação Cultural do Município de Belém (FUMBEL), realizado em 2005, revela um pouco mais sobre o fascinante Chafariz das Sereias. Trata-se de uma "fonte com base de alvenaria, armada, emassada e pintada com arremate em cobre”. A base possui forma circular “em alvenaria com frisos nas extremidades inferior e superior”, constituindo assim o tanque, no centro do qual se ergue o conjunto escultórico das sereias em cobre e pedestal em alvenaria, de forma circular.
Ainda, segundo o levantamento da FUMBEL, o conjunto escultórico do Chafariz das Sereias é constituído por três níveis. No primeiro estão as quatro sereias, curvadas para trás, e tendo às mãos que levam aos lábios uma espécie de cornucópia (símbolo da produtividade da natureza), de onde jorra o primeiro nível de água. O segundo nível da fonte, onde também jorra água, apresenta uma concha com elementos florais e frisos, ornada por quatro garças intercaladas. No terceiro e último nível, acima dos demais e onde há também jatos d’água, observa-se outra concha, de menor proporção, em cujo centro se encontra um pináculo decorado com folhas.
Texto: Carmen Silva e Ana Cláudia Melo
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/sereias
MONUMENTO À REPÚBLICA: MARCO DE UMA NOVA ERA POLÍTICA
Em uma das maiores e mais importantes praças de Belém do Pará, no bairro da Campina, área central da capital, foi construído o monumento à República, inaugurado no dia 15 de novembro de 1897. Antes desta data, o local onde foi erguido o monumento teve várias atribuições e denominações. Primeiramente foi chamado de Largo da Campina e, posteriormente, com a construção de um armazém para guardar pólvora, passou a ser o Largo da Pólvora. Também neste largo foi instalada uma forca, contudo não há registro de execuções. Ainda neste terreno existiu um cemitério para sepultamento de escravos em cova rasa.
O local recebeu o nome de Praça Pedro II na época do Império e, ainda neste período, iniciou-se a lenta urbanização desta área, com a inauguração em 1878 do Teatro de Nossa Senhora da Paz, atualmente Teatro da Paz. Foi batizada de Praça da República em homenagem à nova forma de governo, no final do século XIX. O Monumento à República, atualmente, está ainda cercado pelo Teatro Waldemar Henrique e o Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará, ambos também erguidos na praça.
A República
Proclamada em 1889, a República foi inspiradora para construção de monumentos como o erguido na praça de mesmo nome em Belém. Em 1890, um ano após a proclamação, foi lançada a pedra fundamental do monumento, cuja construção foi uma forma de homenagear o novo regime e também marcar a adesão do Pará ao mesmo. A obra foi objeto de um concurso cujo edital foi lançado pelo governo do Pará no ano seguinte, em 1891. Participaram da seleção feita por um júri composto de políticos e profissionais do Estado vários artistas estrangeiros. Por maioria, foi escolhido o projeto do escultor italiano Michele Sansebastiano, que recebeu algumas alterações antes de ser finalizado. A principal modificação foi a substituição do ramo de oliveira por uma espada na mão da República, com maior valor simbólico. A obra, iniciada em 1892 e finalizada cinco anos depois, foi orçada inicialmente em 120 mil contos de reis, valor alterado anos depois para 288 mil contos de reis devido à diferença de câmbio.
O monumento
Com uma altura total de 20 metros, o monumento, feito em mármore de Carrara e bronze, apresenta conjunto escultórico erguido sobre quatro degraus, um pedestal de quatro faces e uma coluna dórica. No alto da coluna está a figura principal, a Marianne com as insígnias revolucionárias da sua identidade, representando a República.
Representando o Progresso Nacional, vê-se sobre o pedestal um conjunto escultórico com a figura de um gênio alado, de 6,70 m de altura até a ponta do estandarte da República por ele levantado. O gênio apoia-se em um leão, que simboliza a força.
Na figura de uma mulher alada sentada sobre livros está representada a História. A figura feminina, com cinco metros de altura desde a extremidade do manto até a asa, registra em uma página do livro, sustentado por um gênio, a data em que a República foi proclamada. Sentados nas laterais do monumento estão dois gênios, com 2,6 metros de altura cada. Eles apresentam nas mãos tarjas com inscrições de probidade, em uma, união, na outra. Nas laterais do pedestal foram inseridas datas, nomes e placas de autoridades e personalidades.
Texto: Carmen Silva e Ana Cláudia Melo
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/republica
CORETO CENTRAL DA PRAÇA BATISTA CAMPOS: DA MÚSICA À COMUNIDADE
Para conhecer os logradouros públicos da cidade de Belém, uma das passagens obrigatórias é pela Praça Batista Campos, no bairro de mesmo nome, em homenagem ao Cônego Batista Campos, uma das lideranças do movimento da Cabanagem, revolta popular que ocorreu de 1835 a 1840 na então província do Grão-Pará em resistência ao poder imperial. O local onde ergue-se a praça já foi inicialmente denominado, no século XIX, de “Largo da Salvaterra” e, depois, de “Praça Sergipe”, quando já tinha deixado de ser propriedade privada para pertencer ao Poder Público Municipal. Na virada para o século XIX, já na administração do intendente de Belém Antônio Lemos, a praça recebe o nome de Batista Campos. Ainda nesta fase, a praça possuía poucas benfeitorias, apenas um canteiro central, um chafariz e algumas árvores.
Histórico da praça
Em 1901, a praça foi fechada ao público para reforma, idealizada e executada pelo intendente Antônio Lemos, considerado um dos principais governantes da capital paraense pelo seu empenho em urbanizar, embelezar e modernizar a cidade. Durante a restruturação, a praça recebeu jardins, pontes, bancos, caramanchões e até uma pequena torre de castelo com inspiração medieval. Mas os principais elementos introduzidos na reforma foram os coretos, cujo principal deles, colocado ao centro do logradouro, substituiu o chafariz que ali se localizava. Assim como outros na praça instalados à época, o Coreto Central é feito em ferro pré-fabricado e foi importado da Alemanha. Na reinauguração da praça, em 15 de novembro de 1904, a Banda do Corpo Municipal de Bombeiros também inaugurou o então batizado de Pavilhão Harmônico 1º de Dezembro, em homenagem à coroação de Dom Pedro I como Imperador do Brasil (1º de dezembro de 1822) e também em alusão ao Laudo de Baena, sobre a questão do Amapá.
Conheça o Coreto Central
Além da estrutura em ferro, o Coreto Central, que por mais de 100 anos foi denominado Pavilhão Harmônico 1º de Dezembro, o que ressaltava sua destinação para exibição de apresentações musicais, possui escada com seis degraus, que dá acesso à parte interna do monumento, composto de gradis circundantes decorados e pavimento em mosaico. O alicerce, em alvenaria, tem um metro de profundidade e 60 centímetros de largura e do nível da terra há armação com 1,65 metro x 0,50 metro. O coreto é rodeado por um canteiro ajardinado onde localiza-se, atualmente, a placa em homenagem ao advogado Egydio Sales, que atuou na defesa e preservação da praça. A placa foi colocada em cumprimento à Lei municipal 8.516, de 30 de maio de 2006, que determina que o Coreto Central da Praça Batista Campos passe a ser denominado “Coreto Egydio Machado Sales”. Também por decisão municipal, o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça Batista Campos foi tombado como patrimônio em 9 de agosto de 1983.
Histórico da praça
Em 1901, a praça foi fechada ao público para reforma, idealizada e executada pelo intendente Antônio Lemos, considerado um dos principais governantes da capital paraense pelo seu empenho em urbanizar, embelezar e modernizar a cidade. Durante a restruturação, a praça recebeu jardins, pontes, bancos, caramanchões e até uma pequena torre de castelo com inspiração medieval. Mas os principais elementos introduzidos na reforma foram os coretos, cujo principal deles, colocado ao centro do logradouro, substituiu o chafariz que ali se localizava. Assim como outros na praça instalados à época, o Coreto Central é feito em ferro pré-fabricado e foi importado da Alemanha. Na reinauguração da praça, em 15 de novembro de 1904, a Banda do Corpo Municipal de Bombeiros também inaugurou o então batizado de Pavilhão Harmônico 1º de Dezembro, em homenagem à coroação de Dom Pedro I como Imperador do Brasil (1º de dezembro de 1822) e também em alusão ao Laudo de Baena, sobre a questão do Amapá.
Conheça o Coreto Central
Além da estrutura em ferro, o Coreto Central, que por mais de 100 anos foi denominado Pavilhão Harmônico 1º de Dezembro, o que ressaltava sua destinação para exibição de apresentações musicais, possui escada com seis degraus, que dá acesso à parte interna do monumento, composto de gradis circundantes decorados e pavimento em mosaico. O alicerce, em alvenaria, tem um metro de profundidade e 60 centímetros de largura e do nível da terra há armação com 1,65 metro x 0,50 metro. O coreto é rodeado por um canteiro ajardinado onde localiza-se, atualmente, a placa em homenagem ao advogado Egydio Sales, que atuou na defesa e preservação da praça. A placa foi colocada em cumprimento à Lei municipal 8.516, de 30 de maio de 2006, que determina que o Coreto Central da Praça Batista Campos passe a ser denominado “Coreto Egydio Machado Sales”. Também por decisão municipal, o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça Batista Campos foi tombado como patrimônio em 9 de agosto de 1983.
Texto: Carmen Silva e Ana Cláudia Melo
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/coreto
Monumento ao Índio
A Odisseia do Guerreiro de Bronze
Ao percorremos as ruas de Belém nos deparamos com um cenário, requintado, rebuscado e por vezes exótico. São construções poéticas que se inspiram na estética francesa do período de século XVIII e que foram tecidos no período intitulado belle époque. Período que brilhou em decorrência da produção da borracha na Amazônia e do investimento no trato com a cidade, sobretudo no governo de Paes de Carvalho. Junto à arquitetura há várias praças, como a Praça da República, Batista Campos, da Bandeira, do Relógio, dentre outras. Praças que guardam outra riqueza cultural: os Monumentos Públicos. Cada um deles materializa e fixa no silêncio de suas performances a memória de um fato histórico. E basta olhá-los para penetrarmos em tempos passados, quando o vento, ao soprar nossos rostos, o faz ainda mais forte, em suas superfícies brônzeas, na tentativa de, ao escavar o limo acumulado, trazer de volta o tempo, o preciso momento em que brilhavam, polidas, na festa de sua inauguração, nos olhos da multidão.
Na praça popularmente conhecida como Praça Brasil, cujo nome atual é Praça Santos Dumont, nos deparamos com um desses monumentos. Sobre um pedestal de granito de aproximadamente quatro metros de altura, está a estatua de um índio guarani em bronze, tamanho natural, que constitui o “Monumento ao Índio”.O Monumento foi inaugurado em 1º de maio de 1933, na época do governo do Interventor Federal Major Magalhães Barata. No entanto, a sua odisséia não começou nessa data.
Em 1905, a estátua foi encomendada, na Alemanha, por Francisco Monteiro, um dos herdeiros de uma das maiores loja de ferragens da época: “Loja Guarani”. Esta, situava-se na Rua 15 de novembro, bairro Campina. Sua criação foi pensada como homenagem ao estabelecimento que foi assim intitulado em tributo ao escritor José de Alencar e ao Maestro Carlos Gomes, por terem criado as obras (um livro e uma ópera) intituladas “O Guarani”. O índio de bronze cruzou o Oceano Atlântico, aportou as docas paraenses no final do ano de 1906, “sendo fixada na parte central externa, sobre cantoneiras de ferro” da Loja Guarani. E lá a estatua permaneceu até a data em foi colocada na Praça Brasil.
No pedestal, a figura imponente de um índio com um olhar, como que desafiasse o horizonte. De pé, corpo esguio, a perna direita pende-lhe para frente, na altura do joelho, como se seu andar tivesse sido congelado por um encanto. A perna esquerda permanece firme e ereta.
Na mão esquerda segura supostamente uma lança, como que pronto para enfrentar qualquer obstáculo ou ameaça.Na direita segura um objeto não identificado.
Na cabeça um cocar com formas de penas intercalando umas maiores e outras menores. No pescoço há um colar, aparentemente na forma de dentes de animais.
Cingi-lhe a cintura uma espécie de tanga de penas, possuindo nos braços... e pernas adereços também do mesmo material, semelhante a braceletes.
Seu pedestal feito de granito, cuja arquitetura é de pedras em forma aproximada de cubos sobrepostos, de quase três metros de altura, aproximadamente, assemelha-se a uma pequena torre. Nele há quatro objetos cravados frontalmente. De cima para baixo são os seguintes: um suposto símbolo que já não existe no lugar; duas placas, sendo uma de mármore e outra de material semelhante ao aço; e um disco de ferro. Neles estão escritos os seguintes dizeres:
Placa de inauguração em que se lê: inauguração em 1º de maio de 1933 - Interventor Federal Major Magalhães Barata. Prefeito Municipal Abelardo Conduru.
Placa Fontal em que se lê: Praça Santos Dumont. O Primeiro Comando Aéreo Regional (I Comar) e o jornalista paraense Thiago Luiz Barata Filho, sócio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), dedicam esta placa sob o Título “Praça Santos Dumont, Em Homenagem ao Marechal-do-ar Alberto Santos Dumont, Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira, por ter realizado no dia 23/10/1906, em Paris (França), o Primeiro Vôo com aparelho mais pesado que o ar, Denominado 14-Bis”. Inaugurada Em 23 de Outubro de 1998.
A 25 de outubro de 1986 apresentou-se nesta praça a orquestra sinfônica de Campinas-SP, sob a regência do maestro Benito Joarez que apresentando trechos da ópera “O Guarani”, no encerramento do programa do sesquicentenário de nascimento do autor, maestro Carlos Gomes. Prefeito de Belém: Coutinho Jorge. Governador do Estado: Jader Barbalho.
Na lateral direita do monumento observa-se a presença de um brasão de armas do Estado do Pará.
Na Lateral esquerda vê-se: o Brasão de Armas de Belém e uma placa Circular em que se lê: Reconstrução da Praça Santos Dumont. Prefeito Municipal: Hélio Mota Gueiros. Vice-Prefeito: Aldebaro Barreto Klautau. Presidente da Funverde: Therezinha Moraes Gueiros. Projeto Arquitetônico e Paisagístico: Aurélio Meira – Vera B. Bastos. Construtora Arquipla Ltda.
Na parte posterior: observa-se dano ao pedestal e a ausência de um possível símbolo.
Referência
ÁLBUM BELÉM DA SAUDADE. A memória de bem do inicio do século em cartões-postais. 2.ed.rev.aum. Belém. Secult, 1998.
AMARAL, Fernando Medina do. “O Guarani”. Jornal O Liberal, 7 de maio de 1978, 2º caderno, p.23.
ANDRADE, Paulo de Tarso. Belém e suas histórias de Veneza Paraense a Belle Époque. Belém: Paulo de Tarso, 2003. 185 p.
CRUZ, Ernesto, Historia do Pará. Coleção Amazônica. Série José Veríssimo. Volume 2. UFPA. Belém,1963.
MIRANDA, Vitoriano Coutinho Chermont de. A memória paraense no cartão-postal (199-1930).
REGO, Orlando L. M. de Moraes. Calendário histórico de Belém 1916-1946. Belém, 1979.
UCHOA, Paulo (organizador). Introdução à história do comércio de materiais de construção. Belém, SINDMACO, 2002.
Pesquisa e texto: Marta Cosmo - martacosmo@gmail.com
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/indio
Homenagens em Praça Pública e no Soledade
Em 02 de setembro de 1870, a lei de número 615 autorizou o governo a erguer o monumento ao General Hilário Maximiano Antunes Gurjão, localizado no Centro Comercial de Belém. Por um decênio ficou o projeto sem execução. Nova resolução legislativa tomada a 04 de abril de 1880, transformada na lei nº 982, confirmou a autorização anterior. General Gurjão foi um militar paraense, herói da batalha pela ponte de Itororó, na Guerra do Paraguai.
O monumento havia sido pensado primeiramente como um mausoléu no cemitério da Soledade. Depois foi decidido construir um monumento em homenagem ao General Gurjão que seria erguido na Praça das Mercês. Mas viram que o local não seria adequado por causa da altura dos prédios vizinhos e o monumento ficaria desproporcional. Então foi decidido que ficaria na Praça D. Pedro II que já se chamou: Primitivo Largo do Palácio, Largo da Constituição, Praça da Independência, Parque Affonso Penna. Trata-se de um dos mais antigos logradouros públicos da capital paraense. Que fica localizado na esquina da Rua Conselheiro João Alfredo com a Avenida 16 de Novembro hoje Avenida Portugal.
Descrição
Localizado na área central da Praça D. Pedro II, em área pavimentada octavada, cimentada, revestida com pedra portuguesa em duas cores (preto e branco) formando desenhos floral com estrela e formas geométricas curvas.
Quem solicitou
A Assembléia Legislativa Provincial.
Quando Solicitou
Em 02 de setembro de 1870 por meio da Lei de número 615, que autorizou o governo a erguer o monumento. Por um decênio ficou o projeto sem execução. Nova resolução legislativa tomada a 04 de abril de 1880 transformada na lei nº 982, confirmou a autorização anterior.
Porque Solicitou
Para prestar uma homenagem a um militar paraense que fora herói da batalha pela ponte de Itororó, na guerra do Paraguai.
Orçamento
As obras realizadas para a consolidação do terreno consumiram a quantia de 4:147$471 (4.147,47), em quanto foram orçadas.O custo total do monumento foi de 63:500$000 (Cr$ 63.500,000), sendo arrematante da construção o Sr.João Ferreira Salgado, contratador de obras públicas e particulares.
Inicio
04 de abril de 1880 foi autorizada a construção. Em 31 de julho do ano seguinte foi lançada a pedra fundamental do monumento, à Praça da Independência, hoje D. Pedro II.
Entrega da Obra
15 de agosto de 1882, data comemorativa da Adesão do Pará, foi inaugurado o monumento. Governava o Pará o Barão de Marajó, José Coelho da Gama e Abreu. Precedeu essa celebração um “Te-Déum”, celebrado na igreja do Carmo, às 8 horas da manhã.
Quem a obra representa
O General Hilário Maximiano Antunes Gurjão, um dos combatentes que mais se destacaram na Guerra do Paraguai.
Material utilizado
O monumento é formado por um pedestal octavado, decorado com frisos e relevos, todo em mármore, na qual está assentada a escultura em bronze de corpo inteiro do homenageado, em trajes militares, voltada para a Baia de Guajará, foi executada em Portugal.
Abaixo da escultura do General Gurjão, entre as figuras de Marte e Valor e Lealdade e Mérito, estão respectivamente em alto relevo, o brasão de armas do Império e o de armas da cidade de Belém. Já entre as figuras Valor e Lealdade, Mérito e Marte, está inscrito respectivamente: “CHACO, SAUCE, ANGUSTURA, ITORORÓ, CURUPAITY” e “MONTEVIDÉO, ITAPIRÚ, PASSO DA PÁTRIA, ESTERO BELLACO, CORRIENTES, CURURÚ”. Os pedestais apresentam formas octavadas, frisos nas extremidades superior e inferior.
Além do monumento no centro da Praça D. Pedro II, existe no Cemitério da Soledade, um outro mandado construir em homenagem a General Gurjão pelo Conselho Municipal de Belém, em virtude da Resolução de 1° de fevereiro de 1894. No cemitério, estão enterradas as cinzas do General paraense. Construído nas oficinas de Lombardi, na Bréscia, o monumento que é todo em pedra, pesa 150 toneladas. O trabalho de escultura foi feito pelo professor Allegretti, do Instituto de Belas Artes de Roma. A entrada do mausoléu está à seguinte inscrição, em bronze:GENERAL HILÁRIO MAXIMIANO ANTUNES GURJÃO, NASCIDO EM 1820 – FALLECIDO EM 1869.
Para perpetuar-lhe a memória o Conselho Municipal de Belém mandou erigir este monumento em 1896.
Também o Instituto Histórico e Geográfico do Pará, assinalou a casa onde nasceu o herói brasileiro, apondo na fachada do imóvel, que fica a Rua General Gurjão n° 135, uma significativa placa com os seguintes dizeres:
NESTA CASA NASCEU, EM 21 DE FEVEREIRO DE 1820, O HEROICO GENERAL HILÁRIO MAXIMIANO ANTUNES GURJÃO. HOMENAGEM DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRAPHICO DO PARÁ.
A placa é de mármore branco e as letras gravadas em negro. A casa onde nasceu o general Gurjão, até 1940 era de propriedade do Sr. Antonio p. da Silva. Por ato de 29 de janeiro (decreto n° 431), o Prefeito de Belém mandou desapropriá-la, passando a mesma a constituir, desde então, a patrimônio histórico do Município.
Pesquisa, texto e fotos:
Abigail Silva, Denildo Neves e Ocione Garçon
Referências
CRUZ, Ernesto. Monumentos de Belém (1° volume), DPHAC, 1945. Jornal A Província do Pará – Cultura – pag. 06/10-08-97
__________. História do Pará (2° volume) Coleção Amazônida – série José Veríssimo. Universidade do Pará (sem ano de publicação).
FUMBEL, Fundação Cultural do Município de Belém.
DEPH – Departamento de Patrimônio Histórico ARQUIVO PÚBLICO – Assembléia Legislativa
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/general
Entre a Medicina e a Política
O monumento ao doutor José da Gama Malcher, médico paraense nascido em Monte Alegre, está localizado na Praça Visconde do Rio Branco, no bairro da Campina, centro de Belém. É resultado da iniciativa da Câmara Municipal de Belém. Foi inaugurado me 1889 e executado pelo escultor belga Armand-Pierre Cattier. Na base, está a escultura de um homem que representa o povo, esculpindo na pedra o nome do homenageado.
Com orçamento previsto na ordem de 10:000$000 réis – moeda da época –, o recurso para construção do monumento foi solicitado diretamente ao presidente da província, a época, conforme comprova a própria citação em mensagem enviada à Assembleia Legislativa no ano de 1888. O presidente da província decidiu por indeferir a solicitação, alegando que não havia verba, e a encaminhou de volta à Assembléia Legislativa para que resolvesse o caso. Desta forma, acredita-se que o pedido foi deferido, já que no ano de 1889 foram iniciados os trabalhos de construção do monumento.
Segundo Barata (1977), “As estátuas são obras do escultor belga Armand-Pierre Cattier, havendo sido feitas em Bruxelas. O pedestal é de pedra da localidade de Ecaussinnes, aparelhada e trabalhada pelo marmorista-escultor Leon Trigalet, de acordo com desenho de Cattier”.
Ainda segundo Barata há uma relação entre a forma do monumento a Gama Malcher e outros concebidos em várias partes do país, inclusive, a monumentos portugueses. O autor observa que o período de construção do monumento também coincide com o apogeu da riqueza advinda pelo ciclo da borracha, e com a necessidade estético-urbana de organizar os espaços abertos no centro da “‘urbs’”.
De acordo com Soares (2009), o local onde está o monumento a Gama Malcher foi testemunha de importantes lutas do movimento da Cabanagem, principalmente por nele se localizar, à época, ao lado da igreja, o Trem de Guerra, onde era armazenado o armamento das forças legalistas.
Informações Sobre o Monumento
Quem a obra representa
Doutor José da Gama Malcher, filantrópico médico do Hospital Beneficente Portuguesa, que esteve a frente do combate ao grande surto da febre amarela no Pará em meados de 1871. Também foi médico da Santa Casa de Misericórdia, presidente da província e da Cãmara Municipal.
Solicitado
A Câmara Municipal de Belém. O Vereador Vicent Chermont de Miranda foi o principal articulador da encomenda da estátua, solicitando oficialmente na Sessão da Câmara dia 14 de abril de 1882.
Porque solicitou
Em homenagem às ações administrativas, políticas e sociais.
Orçamento
Na ordem de 10:000$000 réis. Ano da Inauguração do Monumento: 1889. O documento com a data da solenidade está na Biblioteca do Barão do Guajará, no Instituto Histórico e Geográfico, e uma cópia guardada na base do monumento.
Material utilizado
Estátua em bronze e pedestal em mármore.
Localização da obra
Praça Visconde do Rio Branco, no período colonial, o local era denominado de Largo das Mercês.
Nome do Artista
As estátuas são de Armand-Pierre Cattier, e o pedestal do marmorista-escultor Leon Trigalet.
Origem do artista
Cattier é belga, nasceu dia 20 de fevereiro de 1830 em Charleville, e morreu em Bruxelas dia 05 de junho de 1832.
Biografia
Estreou no Salão de Paris em 1857, onde suas obras permaneceram até 1867.
Pesquisa e texto:
Heskethi Cavalcante Barbosa Norberto da Silva Marques Tayanne Cid Costa
Referência
BARATA, Mário. A encomenda e a concepção da estátua do Doutor José da Gama Malcher, localizada na Praça Visconde do Rio Branco, em Belém do Pará. Revista de Cultura do Pará. Belém. 13 – 54. 1977.
FARIA, Maria. TRINDADE, Elna. Circuito Landi: um roteiro pela arquitetura setecentista na Amazônia, 2006.
SOARES, Elizabeth. Largos, Coretos e Praças de Belém. Brasília, DF: IPHAN/Programa Monumenta, 2009
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/malcher
Apesar de constar nos documentos oficiais (a requisição do relógio à empresa inglesa Walters Macfarlaine & Companhia), hoje, podemos verificar na torre que sustenta a peça uma placa indicando fabricação feita pela empresa, J. W. Benson Ltda. Encontramos registros não oficiais que afirmam também que o relógio foi fabricado pela empresa J. W. Benson Ltda e trazido ao Brasil pela Walters Macfarlaine & Companhia.
Nenhum documento oficial foi encontrado para esclarecer a divergência. Compondo o belo visual da praça, acompanham quatro postes ferro com belas luminárias, porém mais antigos. Foram fabricados pela Macfarlaine em 1893. Durante a revolução de 1930, Eurico Valle e Antonio Faciola foram depostos, não podendo inaugurar a obra. No entanto, o evento aconteceu, grandioso, proporcionando à Belém o charme europeu. Na ocasião fizeram-se presentes o major Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, Governador do Pará, e o Padre Leandro Pinheiro, intendente de Belém. A Praça Siqueira Campos, ou Praça do Relógio, já recebeu várias restaurações no decorrer dos anos, na restauração feita em 1988 o relógio voltou a funcionar regularmente; em 1994 a praça recebeu outra revitalização, desta vez exibindo novas cores no relógio e nos postes, como resultado do projeto de “Valorização Cromática dos Elementos em Ferro” das praças de Belém, realizado pela Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel). Mesmo não se ouvindo mais o toque da sirene e nem vendo seus ponteiros luminosos à noite, o relógio inglês continua a orientar os belenenses que percorrem todos os dias aquelas ruas no ritmo acelerado do trabalho. A belíssima praça integra o centro histórico de Belém e foi tombada pela lei federal de 09/11/1977 e por lei municipal de 30.03.1990. Compreende uma área total de 2.727,45m², 1.246,78m² de área pavimentada e 1.480,67m² de área verde, no Bairro da Cidade Velha, segundo dados da Secretaria Municipal de Coordenação Geral de Planejamento e Gestão – SEGEP, de 2000.
Informações sobre o Relógio em resumo:
Solicitação: O monumento foi encomendado pelo intendente de Belém, senador Antonio de Almeida Faciola, no início de 1930, para homenagear um dos dezoito revolucionários paraenses heróis do Forte de Copacabana.
Inicio: A encomenda é do início de 1930, sem data específica.
Entrega da obra: A inauguração da praça é de 5 de outubro de 1931.
Significado: A obra é um relógio no cento de um quadrilátero, feito em homenagem a Antonio de Silveira Campos, tenente paraense morto na Revolução.
Material utilizado: Ferro.
Dimensões: 12 metros de altura.
Localização da obra: em um quadrilátero próximo ao Ver-o-Peso, que compreende a Travessa Marques de Pombal, Rua Pe. Champagnat, Av 16 de Novembro e a feira do Ver-o-peso. Antes da praça, nesse local foi construído o prédio em que funcionaria a bolsa de valores (anos 10), porém foi demolido e posteriormente o local passou a chamar-se Praça dos Aliados.
Nome do Artista: De acordo com os registros nos documentos pesquisados o relógio da praça foi uma encomenda feita à empresa inglesa Walters MacFarlaine, mas o nome da empresa J.W. Benson também aparece como fabricante na própria torre do relógio.Entendemos que as duas empresas trabalharam na construção da obra, uma sendo responsável pelo relógio e outra pela torre de ferro que sustenta o relógio.
Referência
Praça do Relógio
Para lembrar que o tempo passa
“Relógio - Um relógio monumental, um verdadeiro regulador do movimento e da vida urbana vae ser montado na praça Pedro II (largo de Palacio), ou mais precisamente, no quadrilátero limitado pela avenida 16 de Novembro, ruas Predro Rayol, Marquez de Ponbal e docca do Ver-o-Peso...”
Fragmento extraído do relatório apresentado ao Conselho Municipal de Belém, em sessão de 20 de maio de 1930, pelo intendente de Belém, Senador Antonio de Almeida Faciola.
A Praça Siqueira Campos, no centro comercial de Belém, foi inaugurada em 5 de outubro de 1931, para homenagear um dos dezoito revolucionários paraenses heróis do Forte de Copacabana. Na memória cultural histórica da cidade das mangueiras, o monumento que ornamenta a praça, atualmente conhecida como Praça do Relógio, foi encomendado pelo Intendente de Belém, Antonio Faciola, no início de 1930, durante o governo de Eurico de Freitas Valle, conforme mensagem apresentada ao Congresso Legislativo do Pará.
O local escolhido para a construção da praça era um terreno baldio conhecido como Praça dos Aliados, após demolição do prédio onde deveria funcionar a Bolsa de Valores, no período áureo da borracha (anos 10 do sec. XX). Anterior a tudo isso, no lugar existia a embocadura do igarapé do Piri. Hoje o endereço é conhecido por todos como um quadrilátero que compreende a Travessa Marques de Pombal, Rua Pe. Champagnat, Av 16 de Novembro e a doca do Ver-o-peso. O monumento que deveria decorar a praça seria de um relógio a ser instalado no alto de uma elegante torre de ferro, de doze metros de altura, com decoração que indicasse os pontos cardeais e quatro medalhões simbolizando as quatro estações do ano escritas em italiano, mostrador com iluminação noturna e sirene elétrica que deveria tocar às 8h, 12h e 18h.Apesar de constar nos documentos oficiais (a requisição do relógio à empresa inglesa Walters Macfarlaine & Companhia), hoje, podemos verificar na torre que sustenta a peça uma placa indicando fabricação feita pela empresa, J. W. Benson Ltda. Encontramos registros não oficiais que afirmam também que o relógio foi fabricado pela empresa J. W. Benson Ltda e trazido ao Brasil pela Walters Macfarlaine & Companhia.
Nenhum documento oficial foi encontrado para esclarecer a divergência. Compondo o belo visual da praça, acompanham quatro postes ferro com belas luminárias, porém mais antigos. Foram fabricados pela Macfarlaine em 1893. Durante a revolução de 1930, Eurico Valle e Antonio Faciola foram depostos, não podendo inaugurar a obra. No entanto, o evento aconteceu, grandioso, proporcionando à Belém o charme europeu. Na ocasião fizeram-se presentes o major Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, Governador do Pará, e o Padre Leandro Pinheiro, intendente de Belém. A Praça Siqueira Campos, ou Praça do Relógio, já recebeu várias restaurações no decorrer dos anos, na restauração feita em 1988 o relógio voltou a funcionar regularmente; em 1994 a praça recebeu outra revitalização, desta vez exibindo novas cores no relógio e nos postes, como resultado do projeto de “Valorização Cromática dos Elementos em Ferro” das praças de Belém, realizado pela Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel). Mesmo não se ouvindo mais o toque da sirene e nem vendo seus ponteiros luminosos à noite, o relógio inglês continua a orientar os belenenses que percorrem todos os dias aquelas ruas no ritmo acelerado do trabalho. A belíssima praça integra o centro histórico de Belém e foi tombada pela lei federal de 09/11/1977 e por lei municipal de 30.03.1990. Compreende uma área total de 2.727,45m², 1.246,78m² de área pavimentada e 1.480,67m² de área verde, no Bairro da Cidade Velha, segundo dados da Secretaria Municipal de Coordenação Geral de Planejamento e Gestão – SEGEP, de 2000.
Informações sobre o Relógio em resumo:
Solicitação: O monumento foi encomendado pelo intendente de Belém, senador Antonio de Almeida Faciola, no início de 1930, para homenagear um dos dezoito revolucionários paraenses heróis do Forte de Copacabana.
Inicio: A encomenda é do início de 1930, sem data específica.
Entrega da obra: A inauguração da praça é de 5 de outubro de 1931.
Significado: A obra é um relógio no cento de um quadrilátero, feito em homenagem a Antonio de Silveira Campos, tenente paraense morto na Revolução.
Material utilizado: Ferro.
Dimensões: 12 metros de altura.
Localização da obra: em um quadrilátero próximo ao Ver-o-Peso, que compreende a Travessa Marques de Pombal, Rua Pe. Champagnat, Av 16 de Novembro e a feira do Ver-o-peso. Antes da praça, nesse local foi construído o prédio em que funcionaria a bolsa de valores (anos 10), porém foi demolido e posteriormente o local passou a chamar-se Praça dos Aliados.
Nome do Artista: De acordo com os registros nos documentos pesquisados o relógio da praça foi uma encomenda feita à empresa inglesa Walters MacFarlaine, mas o nome da empresa J.W. Benson também aparece como fabricante na própria torre do relógio.Entendemos que as duas empresas trabalharam na construção da obra, uma sendo responsável pelo relógio e outra pela torre de ferro que sustenta o relógio.
Referência
ANDRADE, Paulo de Tarso. Belém e suas histórias – de Veneza paraense à Belle-Époque. 2ª edição,ed. Kanga.
CRUZ, Ernesto. Rua de Belém: significado histórico e suas denominações. 2ª ed.-Belém, CEJUP,1992
SOARES, Elizabeth Melo (org). Lagos, coretos e praças de Belém-PA. Brasilia,DF: IPHAN/ Programa Monumenta, 2009.
SEGEP – Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão, FUNPAPA – Fundação Papa João XXIII (Org.). Coleção Mapas de Belém – Formas de apropriação e uso do território. Vol.1, p. 152 Belém, 2000.
PUBLICAÇÃO EM JORNAIS
NUNES, Edna. Charme europeu na orla de Belém. Diário do Pará, Belém, 27 fev. 2005. Cidades, p. A-5. PRAÇA do Relógio fica mais alegre. O Liberal, Belém, 8 out. 1994.
ROCQUE, Carlos. Memória – A Praça do Relógio. A Província de Belém, Belém, 25/01/1998. Cultura, página 06.
VALENTE, José. Siqueira Campos, em memória dos 18 do Forte de Copacabana. O Liberal, Belém, 26 fev. 1993. Toda rua tem sua história.
Mensagem apresentada ao congresso legislativo do pará, em sessão solene de abertura da 1ª reunião de sua 14ª legislatura, a 7 de setembro de 1930, pelo governador do estado, Eurico de Freitas Valle.
Pesquisa realizada por:
Lia Mara Mota – liabmota@yahoo.com.br
Carla Marron –carlamarron@gmail.com
Toky Coelho – coelho.toky@yahoo.com
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/relogio
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/cabanagem
Memorial da Cabanagem
Convite para a inauguração do monumento, publicada no jornal Diário do Pará, em 6 de janeiro de 1985.
O Memorial da Cabanagem foi inaugurado em 7 de janeiro de 1985, marcando as comemorações dos 150 anos do movimento que ocorreu na então província do Grão-Pará, durante a época imperial no Brasil. O monumento, projetado pelo arquiteto Oscar Niemayer e executado pela Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas, tendo a frente o engenheiro Manoel Acácio, foi constituído em estrutura de concreto armado, em um período de quatro meses. Orçada inicialmente em Cr$800 milhões, a obra teve um custo final de custou Cr$950 milhões, aumento atribuído à mudança no projeto original para a inclusão de um lago. Atualmente interditado devido às obras de reestruturação do Sistema Viário do Entroncamento, em Belém, o memorial abrigou durante anos os restos mortais de líderes do movimento Cabano, como o cônego Batista Campos, localizados na Igreja de São Francisco Xavier, em Barcarena Velha, e de Eduardo Angelim, encontrados nas ruínas da capela da fazenda Madre Deus, no furo do Carnapijó em Barcarena.
Para Oscar Niemeyer “o monumento representa a luta heroica da Cabanagem, aniquilada pelas forças de reação, mas ainda de pé na memória de nosso povo”. O arquiteto detalhou ainda que “a bela lâmina de concreto representa a Cabanagem, acompanhando o caminho da História para o infinito; a grande fissura existente significa o momento de ruptura dessa mesma História, quando a Revolução foi esmagada, porém, como continua viva na memória do povo do Pará, também continua seguindo o caminho da História para o infinito”.
O Memorial da Cabanagem é um conjunto arquitetônico composto de um monumento e um museu-cripta, criado para abrigar os restos mortais dos cinco maiores líderes cabanos, sendo que três deles com cinzas simbólicas. Por permitir a passagem de luz que iluminava as cinco criptas, no espaço há um vitral, projetado pela artista plástica Marianne Perreti, acrescida de uma grande lágrima de cristal, que simboliza a dor do paraense pela morte de seus líderes. No interior do monumento ainda havia um amplo painel com uma montagem de algumas notícias jornalísticas abordando a construção do Memorial e a Cabanagem. Havia também uma maquete de Belém na época do movimento, que ocorreu de 1835 a 1840.
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/cabanagem
Memorial Magalhães Barata
O Memorial Magalhães Barata, localizado no bairro de São Brás em Belém, foi construído para comemorar o centenário de nascimento do ex-governador do Pará Magalhães Barata. No dia 18 de junho de 1988, foi lançada a pedra fundamental do memorial, inaugurado quase um ano depois, em 19 de abril de 1989.
Projetado pelos arquitetos Raul Ventura Filho, Luis Ferreira e Stélio Santa Rosa, vencedores de um concurso público promovido pelo governo do Estado, o memorial é uma edificação circular que representa o próprio Magalhães Barata através de seu capacete, que utilizava por mais de 20 anos de governo, de 1930 a 1956. Dois triângulos vermelhos representam o Pará e seu povo. Há ainda um obelisco azul, com uma estrela no ápice, e uma rampa de acesso ao memorial. A edificação circular foi construída para abrigar um museu, além da administração e banheiros no primeiro andar, uma cripta no segundo nível e um mezanino no terceiro piso. Na cripta estavam os restos mortais do ex-governador, retirados em 4 de março de 1989 do cemitério Santa Izabel e transportados, após embalsamados, em cortejos que o homenagearam na véspera e no dia da inauguração.
Projetado pelos arquitetos Raul Ventura Filho, Luis Ferreira e Stélio Santa Rosa, vencedores de um concurso público promovido pelo governo do Estado, o memorial é uma edificação circular que representa o próprio Magalhães Barata através de seu capacete, que utilizava por mais de 20 anos de governo, de 1930 a 1956. Dois triângulos vermelhos representam o Pará e seu povo. Há ainda um obelisco azul, com uma estrela no ápice, e uma rampa de acesso ao memorial. A edificação circular foi construída para abrigar um museu, além da administração e banheiros no primeiro andar, uma cripta no segundo nível e um mezanino no terceiro piso. Na cripta estavam os restos mortais do ex-governador, retirados em 4 de março de 1989 do cemitério Santa Izabel e transportados, após embalsamados, em cortejos que o homenagearam na véspera e no dia da inauguração.
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/barata
Homenagem a Waldemar Henrique
O Monumento ao maestro Waldemar Henrique foi construído pela Prefeitura de Belém para comemorar o aniversário de 383 anos da capital paraense. Está na praça de mesmo nome, localizada no bairro do Comércio e inaugurada no dia 17 de janeiro de 1999, juntamente com o monumento.
Na praça, foi criado uma ambiência que remete às criações musicais artísticas do maestro, como o palco que representa um piano e o parque infantil que representa um violão. No passeio, as pedras portuguesas formam as notas musicais da composição “O Canto do Uirapuru”. Em um painel em concreto instala-se a homenagem direta ao maestro, através da fixação da efígie de Waldemar Henrique. Sobre esta base, erguem-se as esculturas dos Encantados, como a Matinta-Perera, o Boto, a Iara, o Caboclo Falador, o Uirapuru, o Boi, entre outros, que lembram os personagens das lendas amazônicas cantados em suas obras. O regionalismo é ainda representado na concha acústica que remete a uma cuia de tacacá.
É do então prefeito de Belém à época da inauguração, o arquiteto Edmilson Rodrigues, projeto da Praça e do monumento. A obra, orçada em R$ 350 mil, foi executada em uma ação conjunta que envolveu a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), Fundação Parque e Áreas Verdes de Belém (Funverde) e Companhia de Transportes de Belém (Ctbel).
Na praça, foi criado uma ambiência que remete às criações musicais artísticas do maestro, como o palco que representa um piano e o parque infantil que representa um violão. No passeio, as pedras portuguesas formam as notas musicais da composição “O Canto do Uirapuru”. Em um painel em concreto instala-se a homenagem direta ao maestro, através da fixação da efígie de Waldemar Henrique. Sobre esta base, erguem-se as esculturas dos Encantados, como a Matinta-Perera, o Boto, a Iara, o Caboclo Falador, o Uirapuru, o Boi, entre outros, que lembram os personagens das lendas amazônicas cantados em suas obras. O regionalismo é ainda representado na concha acústica que remete a uma cuia de tacacá.
É do então prefeito de Belém à época da inauguração, o arquiteto Edmilson Rodrigues, projeto da Praça e do monumento. A obra, orçada em R$ 350 mil, foi executada em uma ação conjunta que envolveu a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), Fundação Parque e Áreas Verdes de Belém (Funverde) e Companhia de Transportes de Belém (Ctbel).
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/waldemar
Alegorias Femininas
As representações de alegorias femininas nos espaços públicos de Belém são: Mulher Nua, na Praça Batista Campos. Mulher no Bosque Rodrigues Alves. Samaritana, Flora, Vênus e Ana Reta, no Parque João Coelho na Praça da República e Mulher na Praça Abelardo Condurú na praia do Chapéu Virado em Mosqueiro.
Ana Reta é a representação de uma figura feminina nua, com colar de contas ao redor do pescoço e coroa de flores e penas na cabeça. O olhar da mulher é voltado para baixo, seus braços e pernas flexionados com a perna direita suavemente suspensa. Possui base quadrangular, pedestal composto de três blocos articulando-se a dois blocos menores, de forma rústica. Na face frontal o brasão da República com inscrição Ana Reta, e na face posterior a inscrição Fundição Cavina.
Alegorias Femininas da Praça da República
A representação feminina é uma característica do período do final do século XIX e início do século XX, de influência do movimento artístico Art Nouveau.
Segundo Bassalo (2008), a “variedade de elementos apropriados pelo Art Nouveau associa-se em particular às figuras femininas jovens, que constituem um dos pontos relevantes do estilo”. As representações artísticas da época mostravam esta tendência e traziam a união entre as mulheres e as flores. Os espaços públicos e privados da capital paraense, como praças e palacetes residenciais, abrigaram a decoração Art nouveau, importada da Europa. Até os dias de hoje, é possível observar na cidade exemplos desta tendência, memória de uma época.Mulher Nua, na praça Batista Campos
Referências
SOARES, Elizabeth Nelo (org.). Largos, coretos e praças de Belém. Brasília (DF): IPHAN/ Programa Monumenta, 2009. 172p. (Roteiros do Patrimônio).
BASSALO, Célia Coelho. Art Nouveau em Belém. Brasília (DF): IPHAN/ Programa Monumenta, 2008. 130p. (Roteiros do Patrimônio).
Fonte: http://www.monumentosdebelem.ufpa.br/transcodificacao/index.php/monumento/alegorias
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